Com o controlo unificado de Washington, haverá mais pressão sobre Trump para cumprir as suas promessas de campanha de reduzir o custo de vida, relançar o sector industrial, inverter o défice comercial dos EUA com a China e estabelecer a paz no estrangeiro. Donald Kettl, especialista em administração governamental e antigo reitor da Escola de Políticas Públicas da Universidade de Maryland, argumenta que os americanos não estão preparados para o nível de perturbação que a segunda passagem de Trump na Casa Branca está prestes a trazer, desde potenciais mudanças no sistema educativo até à revisão das vacinas infantis de rotina, que Kennedy associou falsamente ao autismo, apesar das evidências científicas em contrário. “A escala da mudança que veremos não tem precedentes e as implicações para o governo são enormes”, afirma. Os eleitores acreditam que o governo é um desperdício e não é confiável, acrescenta Kettl, mas se Trump cumprir a sua promessa de cortar uma vasta gama de programas, “podemos acabar com um retrocesso muito rápido que afectará a vida de muitos, muitos e muitos americanos comuns”.













