Para doenças virais infecciosas, a tecnologia de mRNA tem a vantagem de ser capaz de fazer uma correspondência entre cepas, diz Bancel, o que significa que pode ser adaptada a mutações mais rapidamente do que outras vacinas. E a partir da sua experiência com a vacina contra a COVID, foram capazes de replicar o processo noutros vírus como o RSV, com uma vacina contra o norovírus e uma vacina candidata contra a gripe nos últimos ensaios clínicos. Em 2022, a Moderna também lançou o Programa de acesso ao mRNA estabelecer parcerias com organizações de saúde, governos e instituições académicas em todo o mundo para criar um biobanco de investigação com informações genómicas e outras para os mais de 100 vírus em todo o mundo que prejudicam regularmente os seres humanos, incluindo hantavírus, dos quais só temos vacinas para cerca de 40. Paralelamente, a empresa também desenvolveu uma plataforma de resposta rápida, que é “basicamente uma rede de fábricas, além das parcerias académicas, nos EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália, para que tenhamos capacidade de produção para que se houver outro pandemia, poderíamos potencialmente ir mais rápido”, diz Bancel, “porque muito trabalho pesado já aconteceu na ciência e na rede de fabricação de mRNA”.












