Início Entretenimento O caminho conhecido de Molly Rogers para fantasiar “O Diabo Veste Prada...

O caminho conhecido de Molly Rogers para fantasiar “O Diabo Veste Prada 2”

43
0

Quero falar sobre “O Diabo Veste Prada 2”. Foram tantos looks que não sei por onde começar. Acho que muita gente vai falar daquelas culotes de lantejoulas que Anne Hathaway usa.

Não acredito que você cronometrou isso. Essas eram calcinhas.

O que mudou para você, em termos de abordagem do figurino, entre os dois filmes?

Bem, eu me lembro que durante o primeiro filme, Pat disse que em algum canto distante de sua mente ela viu Andy Sachs como Annie Hall. Então, quando eu estava pensando sobre o que Andy fez nos últimos vinte anos, as primeiras palavras em seu painel de humor que mostrei ao diretor foram “moda masculina feminina”. E estava tudo nas lojas – como uma calça de cintura alta. E, quanto mais eu pensava nisso, mais eu ficava, tipo, acompanhando o trabalho dela em uma redação, onde você arregaça as mangas e está de colete, e está cumprindo o prazo. Aí as coisas se apresentavam, como aquelas calcinhas do Valentino. Eu estava interessado em explorar esse espaço de moda masculina. Andy usa muitos suspensórios.

Oh sim. Estou pensando em um vestido preto matador que ela usa em um jantar em Milão.

Esse foi Armani Privé. Deveríamos filmar seu quinquagésimo desfile de moda enquanto estivéssemos em Milão. Eu estava tão animado. Mas ele morreu naquele mês. Mesmo que não tenhamos filmado isso, era importante para Meryl e Anne usar Armani naquela cena da “Última Ceia”.

Ah, sim, adorei o casaco da Meryl naquela cena. Tão brilhante!

Temos que ter nosso brilho. Essa é a pega em mim.

Meryl estava muito enfeitada com joias neste filme. Ela usa muito mais joias do que no primeiro filme. Estou pensando em uma gola brilhante que ela usa que parece um pouco com RBG, mas está na moda.

Essa coleira foi a primeira coisa que comprei para o filme. Eu não sabia onde isso iria parar. Coloquei outra coleira nela inicialmente, mas Meryl viu aquela e disse: “Diana Vreeland”. Eu estava pensando em Cleópatra, mas tudo bem, posso te encontrar lá.

Uma coisa que achei inspiradora foi como você fez da personagem de Emily Blunt, que hoje trabalha na Dior, uma espécie de vítima da moda. Ela está usando muitos equipamentos da marca Dior e essas roupas barrocas.

Bem, você sabe, o que é engraçado é que essas roupas não foram necessariamente feitas para serem engraçadas. Na cena do funeral, onde ela está usando aquela boina Dior, com cobertura de renda, pensei que fosse ela na alta costura. Mas o diretor, [David Frankel]achou a roupa hilária. Eu estava tipo, Oh, meu Deus, não estamos fazendo o mesmo filme. Me ajude. Mas ele não é experiente – ele não está lendo Roupas femininas diariamente. E ele viu algo mais nisso, e isso o ajudou naquela cena.

Também quero falar sobre o que Anne usou em uma cena de festa. É um vestido de lantejoulas azuis que quase tem um toque de baile de formatura dos anos oitenta, com babados e drapeados.

fonte