“Cajon Pass é uma junção estruturalmente complexa”, diz Burkhard, “onde vários fatores geológicos se combinam para criar um comportamento semelhante a um portão”.
Para conduzir o seu estudo, Burkhard e os seus colegas pesquisaram dados existentes tanto de análise de anéis de árvores como de datação por radiocarbono de sedimentos preservados, remontando a 1.000 anos atrás no registo geológico. No que diz respeito aos sedimentos, olharam especialmente para regiões deslocadas – locais onde o solo outrora se deslocava e rachava. Os anéis das árvores eram mais complexos. Os terremotos podem deixar as árvores em ângulos irregulares, arrancá-las totalmente e perturbar seus padrões de drenagem. Esses estressores podem levar ao estreitamento dos anéis.
“Ao datar com precisão estas anomalias, que funcionam como um calendário natural que remonta a séculos”, diz Burkhard, “os cientistas podem identificar os anos em que provavelmente ocorreu um grande evento sísmico na região”.
Os pesquisadores alimentaram esses dados milenares em um modelo de computador para determinar quanto estresse se acumulou ao longo das falhas naquela janela temporal. A conclusão: há poucas evidências de anéis de árvores ou sedimentos nos registros geologicamente recentes, o que significa que os sistemas de San Andreas e San Jacinto estão preparados para explodir – mais estressados do que estiveram desde o século XI.












