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A dor e a promessa do acampamento de verão

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Sonhei acordada em voltar para casa com novos amigos, histórias engraçadas e talvez até com meu primeiro namorado. Mas em vez de encontrar independência e aventura, encontrei o oposto: timidez repentina, ansiedade e depressão. Duas semanas não pareciam mais férias transformadoras, mas um abandono angustiante. Através de vários telefonemas duramente conquistados, implorei à minha mãe e ao meu pai que viessem me buscar. Meus conselheiros garantiram repetidamente aos meus pais que eu superaria a saudade de casa e me apaixonaria pelo acampamento. Eu certamente esperava que sim. Mas, uma semana depois, não aguentei mais. Do outro lado da linha fixa, minha família concordou relutantemente em me levar para casa mais cedo.

Desde o momento em que saí do acampamento, senti alívio e vergonha ao mesmo tempo. Fiquei encantado por estar de volta ao conforto da minha casa, mas também questionei por que não aguentaria mais alguns dias. Eu estava determinado a voltar ao acampamento no ano seguinte, convencido de que conseguiria vencer meu medo. Quando a segunda tentativa falhou ainda mais do que a primeira, desenvolvi uma grave ansiedade de separação e caí numa depressão profunda aos 11 anos de idade. Com a ajuda do tempo, de um conselheiro escolar envolvido e de pais solidários, consegui me recuperar e voltar ao que era antes. Mesmo assim, evitei falar sobre o acampamento por vergonha e constrangimento.

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