
Vários comandantes do Kataib Hezbollah, uma poderosa milícia xiita, foram assassinados na capital em ataques aéreos não identificados em áreas residenciais. No entanto, nem todas as milícias xiitas estão ansiosas por se juntar à luta. Muitas elites xiitas, incluindo líderes paramilitares, não demonstraram qualquer desejo de abandonar as suas segundas vidas de conforto e generosidade estatal, mesmo quando o Irão estava a ser bombardeado durante a Guerra dos 12 Dias, em Junho de 2025.
Naquela tarde, saí do trânsito e cheguei a um cruzamento em al-Mansour, um distrito que já foi próspero. Dei comigo diante de um outdoor em homenagem a Qasem Soleimani, comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica; Sayid Hasan Nasrullah, líder do Hezbollah; Abu Mahdi al-Muhandis, comandante do Kataib Hezbollah, e vários combatentes da sua milícia. Um desfile de mártires mortos em ataques aéreos americanos ou israelitas, reunidos como uma equipa de futebol derrotada a fazer uma última aparição. “Nossas armas”, dizia uma citação no outdoor, “devemos ao Imam al-Hujjah”, aludindo ao desaparecido e aguardado redentor xiita, Imam al-Mahdi. Neste diálogo silencioso com os mortos, as pessoas nas ruas não precisaram de palavras para absorver a mensagem.












