Os Rolling Stonesde Bob Spitz (Pinguim). Tudo começou em 1961: “Certa manhã, dois rapazes encontram-se numa estação de comboio, num subúrbio a leste de Londres”. Os adolescentes, Mick Jagger e Keith Richards, uniram-se por causa de um amor mútuo pelo blues – “uma música alienígena que não tem raízes na Inglaterra” – e formaram uma banda que se tornou, depois que os Beatles deixaram os palcos, a maior banda de rock do mundo. Esta biografia malandra e emblemática apresenta a saga dos Rolling Stones como um melodrama alimentado por forças em oposição diametral: blues versus pop, sobriedade versus consciência alterada, os Stones versus a lei, Stone versus Stone. Em 1970, a banda havia sobrevivido a muitas provações e, escreve Spitz, “Apesar de tudo, eles nunca consideraram a separação”.
Não vacinado sob Deusde Kira Ganga Kieffer (Princeton). A hesitação em vacinar nos Estados Unidos é tão antiga quanto as próprias vacinas. Nesta história concisa e lúcida, baseada na observação de que os antivaxxers são mal compreendidos, em parte porque os proponentes da vacina envergonham os cépticos como aberrantes, Kieffer reformula a hesitação vacinal como uma forma de expressão religiosa. Ela demonstra como os modos de pensamento e comportamento que moldaram os movimentos antivacinas são paralelos aos encontrados no cristianismo evangélico americano – particularmente uma ênfase na experiência pessoal como a autoridade máxima. Em última análise, Kieffer argumenta que se o sistema espera abordar eficazmente a hesitação, deve aprender a envolver-se com as ansiedades dos pacientes e “ir além da simplificação excessiva das pessoas para as suas posições”.













