Por Ananda Teresa
JACARTA, 10 Mai (Reuters) – Dois cidadãos de Cingapura desaparecidos há dias foram confirmados como mortos no domingo pela erupção do Monte Dukono, na ilha de Halmahera, na Indonésia, disse a agência de resgate local.
As equipes de resgate encontraram os corpos ao redor da borda da cratera e a evacuação estava em andamento, disse o chefe da agência, Iwan Ramdani, à Reuters.
“A evacuação dos corpos ainda é dificultada pelas erupções que continuam a ocorrer e pelo mau tempo”, disse Iwan, acrescentando que chovia na área.
Cerca de 150 pessoas com dois drones térmicos foram mobilizados desde a manhã de domingo, Iwan disse, com o foco da busca em torno de 100-150 metros (350-500 pés) da borda da cratera.
O Monte Dukono, na província de North Maluku, na fronteira com o Oceano Pacífico, começou a entrar em erupção na sexta-feira, expelindo cinzas a uma altura de 10 km (6 milhas). Continuou a entrar em erupção em menor escala.
A área ao redor da cratera ainda estava coberta por cinzas vulcânicas, disse Iwan, acrescentando que a área de busca fica a cerca de 1,25 km (0,8 milhas) do último local conhecido das vítimas.
As equipes de resgate encontraram mochilas que se suspeita pertencerem aos dois cingapurianos, e as autoridades confirmaram no sábado que um caminhante indonésio, desaparecido, estava morto.
Dezessete pessoas, incluindo sete cingapurianos e 10 indonésios, sobreviveram ao incidente.
Os sete cingapurianos sobreviventes voltarão para casa no domingo, informou o Ministério das Relações Exteriores de Cingapura em comunicado. Não ficou claro quando os corpos dos dois que morreram serão devolvidos.
A agência de vulcanologia da Indonésia relatou pelo menos quatro erupções até domingo, uma delas enviando cinzas a 1,3 km de altura. A agência mantém o terceiro nível de alerta mais alto para o Monte Dukono e proíbe qualquer atividade num raio de 4 km (2,5 milhas) da cratera.
(Reportagem de Ananda Teresia; Edição de Kim Coghill e William Mallard)












