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Investidores dos EUA anseiam por previsibilidade após mudanças noturnas na lei de Orbán

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Por Gergely Szakacs

BUDAPESTE (Reuters) – Os investidores norte-americanos na Hungria esperam um retorno à formulação de políticas previsíveis, após anos de mudanças abruptas na lei e medidas ad hoc, após a vitória esmagadora do líder da oposição de centro-direita, Peter Magyar, sobre o primeiro-ministro Viktor Orban.

A Câmara de Comércio Americana ‌é um dos maiores grupos de investidores estrangeiros da Hungria, com mais de 300 membros nos EUA e na Europa, incluindo BlackRock, Cargill, Citi, IBM, ​Mastercard, Microsoft e Novartis, entre outros.

Magyar derrotou Orbán nas eleições de 12 de Abril com a promessa de colocar a Hungria novamente num rumo pró-europeu e garantir a libertação de milhares de milhões de milhões de financiamento congelado da União Europeia para relançar a economia, atolada numa quase estagnação durante anos.

Ele planeja prestar juramento em 9 de maio, ‌na sessão inaugural do parlamento.

Os investidores estrangeiros querem ver um ambiente de negócios previsível e ter confiança no Estado de Direito após os 16 anos de Orban no poder, disse o presidente da AmCham, Akos Janza, um período muitas vezes marcado por confrontos com Bruxelas sobre reformas que os críticos disseram ter desgastado os freios e contrapesos democráticos.

“O capital odeia mais uma coisa do que os impostos: a imprevisibilidade”, disse Janza numa entrevista. “É absolutamente importante para nós e para as nossas empresas membros que o Estado de direito se torne o único quadro impulsionador da economia.”

Janza também disse que ‌o plano de Magyar de colocar a Hungria no caminho da adopção do euro, oposto por Orban, tornaria o país mais atraente para os investidores estrangeiros, reduzindo a volatilidade da taxa de câmbio e os custos administrativos de fazer negócios.

A PREVISIBILIDADE REDUZIDA DA POLÍTICA DANIFICA AS PERSPECTIVAS DE CLASSIFICAÇÃO

Orbán utilizou a sua ampla maioria parlamentar para centralizar o poder e aprovar leis importantes no parlamento sem consulta, em alguns casos durante a noite, ao mesmo tempo que atingia as empresas com impostos sectoriais para financiar medidas que agradassem aos eleitores.

A S&P ‌Global reduziu a perspectiva da classificação de crédito da Hungria para negativa, de estável em abril passado, citando uma previsibilidade reduzida das políticas devido a freios e contrapesos mais fracos e à menor independência do judiciário, uma das principais preocupações da UE.

A Fitch Ratings disse que uma das ‌principais prioridades do próximo governo da Hungria deveria ser reconstruir a credibilidade da política fiscal após revisões frequentes das metas orçamentárias e um afastamento dos objetivos políticos, como a redução da dívida.

Questionado sobre se a promessa de Magyar de uma campanha anticorrupção abrangente poderia trazer novos investidores para a Hungria, que até agora têm estado à margem, Janza apontou para ganhos no forint, que atingiu máximos de quatro anos após a vitória de Magyar.

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