MOSCOU, 24 de fevereiro – A Rússia está investigando o fundador do Telegram, Pavel Durov, como parte de um caso criminal de “facilitação de atividades terroristas”, informou o jornal estatal Rossiyskaya Gazeta, citando o Serviço Federal de Segurança (FSB).
Não foi possível contatar Durov imediatamente para comentar o relatório, mas nos últimos dias o Telegram negou uma série de alegações da Rússia de que o aplicativo é um refúgio para atividades criminosas e comprometido pela inteligência ocidental e ucraniana.
“As ações do chefe do Telegram, P. Durov, estão sendo investigadas como parte de um processo criminal com base em um crime nos termos da Parte 1.1 do Artigo 205.1 (assistência a atividades terroristas) do Código Penal da Rússia”, informou a Rossiyskaya Gazeta em um artigo que dizia ser “baseado em materiais do FSB da Rússia”.
O Telegram, que afirma ter mais de 1 bilhão de usuários ativos em todo o mundo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
O regulador estatal de comunicações da Rússia introduziu restrições ao Telegram, que é extremamente popular na Rússia para comunicações públicas e privadas, devido ao que diz ser uma falha da empresa em excluir conteúdo extremista.
Moscou está tentando fazer com que os russos mudem para o aplicativo apoiado pelo Estado conhecido como MAX, lançado há quase um ano.
(Reportagem da Reuters; edição de Guy Faulconbridge e Kate Mayberry)












