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Os mercados de previsão estão crescendo. Por que seus anúncios foram banidos do Super Bowl?

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Um número crescente de americanos está apostando em resultados de jogos, padrões climáticos, lançamentos de tecnologia e até mesmo quando a cantora Taylor Swift e o jogador de futebol Travis Kelce se casarão. Estão a juntar-se aos mercados de previsão – pools online que apostam nos resultados de eventos do mundo real – que transformaram a especulação de nicho numa forma convencional de negociação.

Estes mercados de apostas estão em expansão, com transacções a subir de 9 mil milhões de dólares em 2024 para mais de 44 mil milhões de dólares em 2025. São valiosos, dizem os especialistas, porque muitas vezes criam modelos de previsão mais precisos na política e nos negócios do que as sondagens tradicionais. E os apostadores dizem que as apostas crowdsourced são uma forma divertida – e potencialmente lucrativa – de praticar desporto, como os Jogos Olímpicos e outros eventos.

Com o boom, porém, vieram as reações adversas, não apenas por parte dos fãs de esportes, mas também de ligas esportivas e autoridades públicas preocupadas com o risco de apostas fraudulentas, nas quais um jogador pode recusar uma aposta. A NFL, por exemplo, proibiu anúncios de sites de mercado de previsão, incluindo Kalshi, PredictIt e Polymarket, durante o Super Bowl, citando preocupações sobre áreas legais cinzentas e integridade do jogo.

Por que escrevemos isso

Os mercados de previsão, onde as pessoas podem apostar nos resultados de acontecimentos do mundo real, muitas vezes fazem previsões melhores do que as sondagens tradicionais. Mas os mercados em evolução também levantam preocupações sobre a fraude e a corrosão da confiança.

Mas os riscos estendem-se para além destes mercados e abrangem outras formas de apostas – como as recentes alegações de apostas desportivas envolvendo números da NBA. Um precedente histórico notável é o escândalo “Black Sox” de 1919, no qual vários jogadores do Chicago White Sox aceitaram subornos para lançar a World Series, uma conspiração que abalou a confiança do público e levou à proibição vitalícia de estrelas como Shoeless Joe Jackson.

“Durante muitos séculos, as pessoas quiseram restringir legalmente este tipo de atividades”, afirma Robin Hanson, economista da Universidade George Mason e pioneiro na investigação de previsão de mercados.

“Sim, criámos excepções porque vemos nelas valor social”, diz ele, referindo-se a actividades outrora ilegais, como acções, seguros e leilões. “Mas, tecnicamente, todos estão jogando.”

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