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Os ataques aos barcos de Trump já suscitaram debate. Este ‘segundo ataque’, ainda mais.

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Na salva de abertura da administração Trump, em 2 de Setembro, contra barcos que diz transportarem drogas de cartéis para a América, deu ordens para um ataque militar letal dos EUA.

Mas quando dois membros da tripulação se agarraram aos destroços do barco após o primeiro ataque com míssil, o almirante Frank “Mitch” Bradley ordenou um segundo ataque para cumprir a ordem inicial do secretário da Defesa Pete Hegseth – emitida antes do início da operação – de “matar toda a gente”, de acordo com uma reportagem de 28 de Novembro no The Washington Post.

Este segundo ataque, que poderia ser considerado ilegal ao abrigo do direito humanitário internacional se tivesse como alvo tripulantes sobreviventes, foi confirmado num briefing na terça-feira pelo secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson. Wilson disse que Hegseth autorizou o ataque inicial, mas não pronunciou as palavras atribuídas a ele pelo The Post. Ela não comentou diretamente se o segundo ataque teve como alvo os sobreviventes.

Por que escrevemos isso

Embora a administração Trump diga que os seus ataques a alegados barcos de traficantes nas Caraíbas são legais, as ações estão a levantar questões sobre potenciais crimes de guerra e a gerar apoio para uma maior supervisão do Congresso.

O ataque está atraindo o escrutínio mais rigoroso até o momento sobre a ofensiva marítima de Trump.

Hegseth defendeu as greves do governo, inclusive em uma postagem nas redes sociais na sexta-feira passada, na qual criticou as políticas do governo Biden. Essa administração “mimava os terroristas”, escreveu ele. “Nós os matamos.”

Mas na noite de segunda-feira, Hegseth também parecia estar a distanciar-se da greve de Setembro – que alguns legisladores chamaram de potencial crime de guerra – quando publicou que apoiava o almirante Bradley “e as decisões de combate que tomou”.

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