Mas Andy Burnham, o antigo presidente da Câmara da Grande Manchester que conquistou um assento no Parlamento na semana passada e que deverá suceder a Keir Starmer como chefe do Partido Trabalhista e do governo, terá de enfrentar uma nova “fractura política” quando se trata de acção climática no Reino Unido, diz Leo Mercer, investigador político do Instituto de Investigação Grantham sobre Alterações Climáticas e Ambiente.
“Há muito tempo que existe um amplo consenso no Reino Unido sobre a política climática”, afirma Matthew Lockwood, professor de política energética e climática na Universidade de Sussex. “Não temos mais isso.”
Que questões climáticas e energéticas enfrentará o próximo primeiro-ministro do Reino Unido?
Espera-se que o próximo primeiro-ministro herde uma série de questões no que diz respeito à política climática e energética.
O mais importante é encontrar uma forma de reduzir o aumento dos preços da energia, que dispararam na sequência dos conflitos na Ucrânia e no Irão. “É aí que está a fractura política, dados os aumentos dos preços do gás causados pela COVID, pela Ucrânia, pelo conflito no Irão”, diz Mercer. “Isso está ligado ao preço que os consumidores e as empresas pagam pela eletricidade. Portanto, um dos principais desafios [for] Andy Burnham, ou quem quer que seja o primeiro-ministro, deverá descobrir maneiras de reduzir isso.”












