Vamos continuar a Parte I da matéria de onde paramos, bem no meio do festival, com o monstro do industrial, Rob zombie! Nessa segunda parte, nomes mais fortes aparecem, mas o line-up continuou mal estruturado…

1Rob Zombie

Assistir um show do Rob Zombie é sempre uma experiência única. Eles, assim como Böhse onkelz, não têm um público definido e a apresentação parentou não animar muito, apesar das inúmeras tentativas. Rob atirava bonecos sexuais de aliens na platéia, pulou no público, se jogava no chão, enquanto o público respondia de forma morna. O que é uma pena, ver um artista como Rob ser ofuscado por problemas no line-up.

Setlist:

  • Dead City Radio and the New Gods of Supertown
  • Superbeast
  • Demonoid Phenomenon
  • In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High
  • Living Dead Girl
  • Scum of the Earth
  • Well, Everybody’s Fucking in a U.F.O.
  • More Human Than Human
  • Never Gonna Stop (The Red, Red Kroovy)
  • The Hideous Exhibitions of a Dedicated Gore Whore
  • House of 1000 Corpses
  • Thunder Kiss ’65 / School’s Out
  • The Lords of Salem
  • Get Your Boots On! That’s the End of Rock
  • Dragula

2Five Finger Death Punch

Cheios de marra, a banda pareceu mais como uma paródia de bandas de heavy metal, porém longe da criatividade de Spinal Tap. Parecia que queriam agradar à todos. O vocalista Ivan Moody fazia “coraçãozinho” com as mãos em horas, cara de mal noutras, expôs uma camisa de futebol do “Soulfly” (projeto do músico mineiro, Max Cavalera), trouxe fãs com as caras pintadas como ele no palco, acompanhados de um baterista medíocre e riffs de guitarras mornos. O show da banda de metal alternativo fazia força para marcar presença, e, vindo antes da fúria do Slayer, só fez com que a maioria dos gritos dos ouvintes do show, fossem ofuscados por impacientes hinos de “olê, olê olá, Slayeeer, Slayeeer”.

Setlist:

  • Lift Me Up
  • Never Enough
  • Wash It All Away
  • Got Your Six
  • Bad Company (Cover de Bad Company)
  • Jekyll and Hyde
  • Burn MF
  • Wrong Side of Heaven
  • Remember Everything
  • Coming Down
  • Under and Over It
  • The Bleeding

3Slayer

Apesar do clima tenso que rolou entre os integrantes recentemente (a ponto dos fundadores Tom Araya e Kerry King não se olharem olho a olho durante todo o show), Slayer dá um show como sempre e mostra ao que veio. Não há como comparar os berros de euforia quando a introdução do álbum Repentless (2015) começa a ecoar nas caixas de som. Ótimo setlist, som pesado como deve ser, sem mais!

Setlist:

  • Delusions of Saviour (nas caixas de som)
  • Repentless
  • Disciple
  • Postmortem
  • Hate Worldwide
  • War Ensemble
  • When the Stillness Comes
  • Mandatory Suicide
  • Fight Till Death
  • Dead Skin Mask
  • Seasons in the Abyss
  • Hell Awaits
  • South of Heaven
  • Raining Blood
  • Black Magic
  • Angel of Death

4Prophets of Rage

Começando quase imediatamente após o Slayer sair do palco, uma sirene de guerra começa a disparar, já demonstrando claramente ao que o Prophets veio.

Projeto formado pelo guitarrista Tom Morello, o baterista Brad Wilk e pelo baixista Tim Commerford (todos da aclamada banda de funk metal, Rage Against the Machine), DJ Lord e Chuck D do Public Enemy e o rapper B-Real do Cypress Hill; Prophets é um supergrupo de todas essas bandas, que mesmo distantes, o show se assemelha mais com uma Jam session ao vivo do que qualquer outra coisa, e isso não é desmerecer nem um pouco!

Com o setlist repleto de sucessos dos grupos,  além de músicas próprias do Prophets (do álbum: The Party’s Over, de 2016). Prophets incendiou o festival com digno de headline e saiu do palco com pedidos de bis.

Setlist:

  • Prophets of Rage (Cover do Public Enemy)
  • Testify(Cover de Rage Against the Machine)
  • Take the Power Back(Cover de Rage Against the Machine)
  • Guerrilla Radio (Cover de Rage Against the Machine)
  • How I Could Just Kill a Man(Cover de Cypress Hill)
  • Bombtrack (Cover de Rage Against the Machine)
  • Kick Out the Jams (Cover do MC5)
  • Fight the Power (Cover do Public Enemy)
  • Sleep Now in the Fire (Cover de Rage Against the Machine)
  • Bullet in the Head (Cover de Rage Against the Machine)
  • Know Your Enemy (Cover de Rage Against the Machine)
  • Unfuck The World
  • Seven Nation Army (Cover de White Stripes)
  • Bulls on Parade (Cover de Rage Against the Machine)
  • Killing in the Name (Cover de Rage Against the Machine)

5Linkin Park

Colocar Linkin Park para encerrar o festival foi como um balde de água fria. Depois de um show ensandecido do Prophets of Rage, Linkin Park pareceu um patinho feio.

As recentes polêmicas com as críticas em relação ao novo álbum, One More Light, deste ano, e os resmungos de Chester Bennigton (vocalista) ao público, poderiam ter abalado os fãs, mas não, os sobreviventes foram fieis e receberam um show “OK” em troca. Um repertório bem variado e com músicas de todas as fases da banda. Foi um encerramento mal colocado, que nos proporcionou um show morno, comparado aos seus antecessores. Além de aprofundar ainda mais a incoerência do desenvolvimento do line-up.

Setlist:

  • The Catalyst
  • Wasteland
  • Burn it down
  • One step closer
  • Castle of Glass
  • Good Goodbye
  • Lost in the Echo
  • Battle Symphony
  • New Divine
  • Breaking the Habid
  • Crawling
  • Leave Out All the Rest
  • Somewhere I Belong
  • What I’ve Done
  • In The End
  • Faint
  • Numb
  • Heavy
  • Papercut
  • Bleed It Out
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