O domingo foi um dia bem mais tranquilo que sábado, menos pessoas e filas. O que no primeiro dia nos fazia esperar mais de 40 minutos para conseguir uma cerveja, se tornou algo tolerável no segundo. Financiado pela Axe, uma das patrocinadoras do evento, era dado uma pulseira com uma espécie de cartão, onde era carregado com dinheiro, e usado magneticamente nas barracas de alimentação afim de agilizar as filas. Algo absurdamente eficaz e com pouquíssimas filas nos postos de recarregamentos. Isso tornou a tortuosa luta de comprar comida em festivais, uma coisa tolerável.

Entre outras atrações no local havia balanços e gangorras, além de redes para descansar. Brinquedos de parque de diversões, como uma roda gigante, por exemplo, eram uma alternativa de matar a espera de shows. Tudo isso em uma área “separada”,  o Lolla Market.

Havia também uma barraca de “flash tattoo”, que não dava conta das filas imensas e tão pouco do “agendamento”, que poderiam ser no meio de qualquer show, sem previsão. Avisado abruptamente pelo celular.

Tendo falado um pouco mais do evento, vamos para os últimos shows do festival:

Céu (13h15-14h15 Palco Skol)

Com a pista quase vazia, a cantora Céu fez um show impecável. Uma bela voz, um carisma singelo e um ótimo setlist fez desse show um dos mais simples e memoráveis. Teve uma bela caracterização da cantora toda brilhante com sua roupa colorida, enquanto os músicos todos de pretos, em contraste. Além de uma bela voz, a cantora era acompanhada com uma bela banda, reproduzindo as músicas de uma forma limpa, e com uma atmosfera única e ao vivo.

Vale citar que a cantora também fez uma participação especial no show do Duran Duran, mais tarde no dia.

SETLIST

  • Rapsódia Brasilis
  • Perfume do Invisível
  • Arrastar-te-ei
  • Contravento
  • Comadi
  • Amor Pixelado
  • Etílica / Interlúdio
  • Grains de Beauté
  • Cangote
  • Minhas Bics
  • Varanda Suspensa
  • Malemolência
  • A Nave Vai

Two Door Cinema Club (17h35-18h50 Palco Skol)

Estava lotado, um dos shows mais cheios. Perdendo apenas para o The Strokes, que viria a seguir, e para o Metallica da noite anterior. Alex Trimble sobe ao palco com a cara fechada, mal acena para o público e já começa a cantar com a empolgação de esperar na fila do banco.

Mas ele não era o único, tirando a incontestável animação de Kevin Baird, a banda toda parecia fechada, como se não estivessem se apresentando para mais de mil pessoas. O show foi se arrastando com as músicas umas grudadas nas outras, até Alex murmurar um “adeus, we love you Brazil” ríspido.

Por incrível que pareça, isso foi o suficiente para deixar um público beirando ao delírio; mais de mil pessoas dançando e cantando (muito mais motivadas que os artistas) cada faixa, com apenas alguns breves minutos de silêncio.

SETLIST

  • Cigarettes in the Theatre
  • Undercover Martyn
  • Do You Want It All?
  • This Is the Life
  • Changing of the Seasons
  • Bad Decisions
  • Lavender
  • Next Year
  • Come Back Home
  • Something Good Can Work
  • Are We Ready? (Wreck)
  • Gameshow
  • Sleep Alone
  • I Can Talk
  • Sun
  • Someday
  • What You Know

The Strokes (20h30-22h00 Palco Skol)

Com a chuva fria cobrindo o último evento do segundo dia de festival, é espantoso a resistência das pessoas para verem o show. The Strokes foi a platéia mais fiel, e mais cheia.

A banda estava desanimada, especialmente o Casablanca O show foi lotado, molhado e, apesar da leve murcheza da banda, bom. Além de ter sido uma ótima escolha para encerrar o festival e a noite, unindo grande parte das diversas “tribos” do festival, pelo menos até o ano que vem.

SETLIST:

  • The Modern Age
  • Soma
  • Drag Queen
  • Someday
  • 12:51
  • Reptilia
  • Is This It
  • Threat of Joy
  • Automatic Stop
  • Trying Your Luck
  • New York City Cops
  • Electricityscape
  • Alone, Together
  • Last Nite

BIS:

  • Heart in a Cage
  • 80s Comedown Machine
  • Hard to Explain

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