As disputas no mundo dos games está nos mais diversos estilos, futebol, FPS, luta e corrida por exemplo. No embate entre Call of Duty e Battlefield (deixando Medal of Honor no chinelo), é possível perceber a importância de se ter um concorrente. Afinal, muitos aprimoramentos são feitos para conquistar mais o público. Sendo assim feito também em FIFA e PES.

Analisando o desenvolvimento dos jogos pela história, é possível relembrar de grandes nomes ou até então desconhecidos para muitos, mas que tiveram grande importância. Como é o caso de Microprose Soccer “M.S.” (1988). Um jogo na vertical, mas que teve uma importância histórica para a criação de outros jogos que vieram póstumos ao título.

E destes lançamentos póstumos ao “M.S.” o Super Soccer (1992). O jogo de Super Nintendo foi um grande sucesso. Os jogadores tinham apenas o primeiro nome, sendo que este também era na vertical. Para quem lembra, o jogo contava com uma narração simplória, porém marcante. Tão marcante quanto as “entradas” violentas permitidas no jogo.

Depois destes todos, o sucesso ficou nas mãos de um famoso dos anos 2000: Winning Eleven. Que por anos permaneceu hegemônico nos consoles de Playstation 1 e Playstation 2.

O sucesso do jogo permaneceu, sendo que a franquia se estendeu também para o Playstation 2, 3 e agora 4. Mais popular do que o FIFA, Winning Eleven foi um marco preferencial de muitos gamers. Era montar seu time do jeito mais emblemático possível e vencer a liga!

Schevecheko no ataque era goleador certo. E ninguém melhor do que Adriano para fazer dupla. Talvez seja ele o jogador que mais faça falta nos games de futebol. Mas, como era tudo liberado, um caso muito comum e divertido era Roberto Carlos no ataque, cada bomba de perto virava gol.

Mas o tempo passou e os jogos precisaram evoluir. E com a geração de novos consoles, PES (também conhecido na ÁSIA por Winning Eleven) foi ficando pra trás deixando a força de FIFA ser cada vez maior.

Lançado em julho 1993, F IFA não era o foco da EA Sports. Afinal Madden NFL e NHL tinham um maior apelo de público. O diferencial na época era a licença oficial da FIFA. Aos poucos, a franquia foi ganhando força, investimento e desenvolvimento.

O marco da série foi com FIFA 13, primeira capa com Lionel Messi (substituto de Wayne Rooney, que apareceu do FIFA 06 até FIFA 12). O jogo se tornou um marco, pois foi naquele momento em que a série ganhou maior foco e mostrou ainda mais sua força, com um jogo bem mais desenvolvido que seu concorrente.

E é claro que ao falar da série, não se pode esquecer de FIFA STREET, outro grande sucesso aclamado por um segmentado público.

FIFA trouxe a inovação do modo história com Alex Hunter. Apesar de já existir o famoso Rumo ao Estrelato desde os tempos iniciais de PES, o que a E.A. produziu foi digno de qualidade alta, inovando em cima de sua concorrência.

Após anos de criação e desenvolvimento, PES e FIFA se tornaram os concorrentes que aparentemente tem maior rivalidade no mundo dos games. Porém isso passou a ser maléfico no momento em que ambos decidiram “privatizar” questões do jogo.

A começar pelas equipes. Apesar de PES deter os direitos do Brasileirão, com os nomes dos jogadores e gráficos dos mesmos, outros times do campeonato europeu não tem o elenco com a correta nomenclatura ou elenco. E de fato é muito desagradável não ter em um só jogo o pacote completo de jogadores e ligas!

Infelizmente, por concorrência as empresas Konami e EA Sports decidiram fechar contratos restritos com clubes, marcas etc, afim de priorizar um público. Uma falha claramente irresponsável e egoísta das empresas.

FIFA e PES estão se importando mais em crescimento de mercado e hegemonia. Mas é nesse ponto que o gamer perde. Ele é obrigado a escolher entre uma das franquias, o que não seria um problema se ambas estivessem por igual. É desagradável e desnecessária tal rixa, que prejudica o jogador.

E para os jogadores brasileiros, grandes consumidores das franquias, está bem claro: Ou você tem um Brasileirão ou Campeonato Europeu.

Por fim que a disputa que era pra ser algo bom para os jogadores, se tornou uma batalha banal de domínio de mercado, pelo simples fator financeiro, ignorando quase que por completo o maior motivo do game: o jogador.

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