“O Agente Secreto é um filme sobre a memória, ou a falta de memória. E trauma geracional”, disse o astro Wanger Moura, ao receber o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme. Mas “acho que se o trauma pode ser transmitido de geração em geração, os valores também podem”, disse ele. O filme do brasileiro Kleber Mendonça Filho é sobre “manter seus valores em momentos difíceis”.
“Este é um momento muito importante no tempo, na história, para fazer filmes”, disse Filho, ao receber o prêmio de Melhor Filme – Língua Não Inglesa,
O Agente Secretoambientado no Brasil de 1977, é sobre a vida sob uma ditadura militar, que dominou o Brasil de 1964 a 1985.
Moura interpreta Marcelo, um especialista em tecnologia de 40 e poucos anos que foge de um sistema corrupto e espera se reunir com seu filho. Ele viaja para Recife no Carnaval, mas logo percebe que a cidade não é o porto seguro que esperava.
As referências a tempos complicados foram apenas brevemente mencionadas esta noite, exceto pelo apresentador Judd Apatow, que disse ao público: “Acredito que estamos em uma ditadura agora”.
Moura foi indicado ao Globo de Ouro em 2016 por Narcos.
Falando na semana passada no Círculo de Críticos de Cinema de Nova York (onde ganhou o prêmio de Melhor Ator), ele disse que a política o uniu ao diretor e amigo Filho, especificamente ao homem forte Jair Bolsonaro, que liderou o Brasil de 2018 a 2022. Bolsanaro iniciou recentemente uma sentença de 27 anos de prisão depois de ter sido condenado pelo mais alto tribunal do país por tentativa de golpe nas últimas eleições. Moura gritou para “a democracia brasileira e as instituições brasileiras”.
Néon adquirido O Agente Secreto em Cannes, onde Filho ganhou Melhor Diretor, Moura Melhor Ator e levou o Prêmio FIPRESCI.













