Antonio Banderas disse em uma entrevista recente ao Os tempos de Londres (através O Independente) que foi avisado ao chegar em Hollywood que latinos e negros só poderiam interpretar papéis de vilões, um estereótipo que ele quebraria mais tarde ao interpretar o espadachim Zorro em “A Máscara do Zorro”, de 1998.
“Eles disseram: ‘Vocês estão aqui, como os negros e os hispânicos, para interpretar os bandidos’”, disse Banderas à publicação sobre a mudança dos filmes espanhóis para as produções de Hollywood. “O problema é que alguns anos depois eu tinha máscara, chapéu, espada e capa e o bandido era o Capitão Love, que era loiro e tinha olhos azuis.”
“Ainda mais importante é ‘O Gato de Botas’, porque é para crianças pequenas”, acrescentou Banderas sobre assumir papéis de heróis. “Eles veem um gato que tem sotaque espanhol, até andaluz, e ele é um cara legal.”
Depois de uma década fazendo filmes em seu país natal, a Espanha, que incluiu diversas colaborações com Pedro Almodóvar, Banderas deu o salto para Hollywood a partir de 1992 com o lançamento da Warner Bros. “The Mambo Kings”, estrelado por Banderas e Armand Assante como irmãos músicos que fogem de Cuba para a cidade de Nova York. Os anos 90 viram o perfil de Banderas crescer em Hollywood, de filmes indicados ao Oscar como “Filadélfia” a pilares de maior orçamento como “Entrevista com um Vampiro” e sensações independentes como “Depserado”. Ele estrelou como Che ao lado de Madonna em “Evita”, de 1996, antes de conseguir o papel de Zorro.
“A Máscara do Zorro”, estrelado por Banderas ao lado de Anthony Hopkins e Catherine Zeta-Jones, foi um verdadeiro sucesso de bilheteria, com US$ 250 milhões arrecadados nas bilheterias mundiais e um orçamento de produção inferior a US$ 100 milhões. Banderas e Zeta-Jones retornaram para a sequência de 2005, “A Lenda do Zorro”. Ambos os filmes foram dirigidos pelo diretor Martin Campbell.
“‘A Máscara do Zorro’ é uma resposta direta àqueles que dizem que não os fazem mais assim. O retorno do lendário espadachim é bem servido por uma produção grandiosamente montada no estilo clássico”, diz. Variedade crítica do primeiro filme Zorror de Banderas, com elogios especiais ao seu protagonista: “Sombriamente bonito, autoconfiante, fisicamente ágil e sensível com sua amada, Banderas é tudo o que alguém poderia desejar como Zorro.”












