Por Diana Novak Jones
CHICAGO (Reuters) – A Meta Platforms disse nesta quinta-feira que está retirando anúncios do Facebook e do Instagram com o objetivo de recrutar novos demandantes para litígios em andamento que acusam ela e outras empresas de mídia social de projetarem suas plataformas para serem viciantes para usuários jovens.
O porta-voz da Meta, Andy Stone, disse que a empresa está se defendendo ativamente contra as ações judiciais, que incluem milhares de casos em tribunais estaduais e federais na Califórnia, e está removendo os anúncios.
“Não permitiremos que advogados lucrem com nossas plataformas e, ao mesmo tempo, aleguem que elas são prejudiciais”, disse Stone em comunicado.
A medida segue a derrota da Meta em dois julgamentos importantes sobre as alegações.
No final de março, um júri de Los Angeles considerou a Meta e o Google, da Alphabet, responsáveis pela depressão e pensamentos suicidas de uma jovem depois que ela disse que se tornou viciada no Instagram e no YouTube, do Google, ainda jovem, ordenando-lhes que pagassem um total de US$ 6 milhões em indenização.
Em um caso separado no Novo México, encerrado apenas um dia antes, os jurados condenaram a Meta a pagar US$ 375 milhões depois de descobrirem que a empresa enganou os usuários sobre a segurança de seus produtos para usuários jovens e “permitiu a exploração sexual de crianças em suas plataformas”.
Mais de de 3.300 ações judiciais envolvendo reivindicações de vício estão pendentes no tribunal estadual da Califórnia contra Meta, Google, Snap Inc, controladora do Snapchat, e ByteDance, empresa controladora da TikTok. Outras 2.400 ações judiciais movidas por indivíduos, municípios, estados e distritos escolares foram centralizadas no tribunal federal da Califórnia, de acordo com os autos do tribunal.
As empresas negaram as acusações e afirmaram que tomam medidas abrangentes para manter os adolescentes e jovens usuários seguros em suas plataformas.
Os processos judiciais estaduais envolvem em grande parte indivíduos que processam as empresas por alegações de que o vício nas redes sociais causava danos à saúde mental. O litígio federal inclui mais ações movidas por entidades públicas, como distritos escolares, estados e municípios, que alegam que as plataformas prejudicaram a saúde mental dos jovens, forçando as entidades governamentais a gastar dinheiro para lidar com as consequências.
ENCONTRAR REQUERENTES
Os escritórios de advocacia que representam os demandantes nesses tipos de casos normalmente trabalham com contingência, portanto, só são pagos se o reclamante ganhar uma indenização ou receber um acordo. Muitas vezes, as empresas em casos de massa procuram representar o maior número possível de demandantes para tornar os casos financeiramente viáveis. Os anúncios na televisão, na rádio e na Internet destinam-se a recrutar requerentes individuais, que de outra forma poderão não ter conhecimento do litígio.












