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Do Japão ao Brasil, os eleitores podem abalar os mercados em ano eleitoral importante

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Por Libby George e Dhara Ranasinghe

LONDRES (Reuters) – Do Japão ao Brasil, as eleições podem acrescentar ainda mais incerteza neste ano aos mercados já fustigados pelas oscilações políticas dos EUA e pelo aumento da tensão geopolítica.

As eleições no Japão, no próximo fim de semana, estão entre as mais imprevisíveis dos últimos anos, enquanto as sondagens em toda a América Latina irão testar a mudança para a direita na região.

Aqui estão algumas das eleições mais significativas do ano para os mercados:

JAPÃO

As eleições antecipadas no Japão, em 8 de Fevereiro, poderão afrouxar as restrições orçamentais no país mais endividado do mundo desenvolvido, numa base dívida/PIB. A primeira-ministra Sanae Takaichi pretende converter a popularidade pessoal em apoio às suas políticas fiscais expansionistas e reforçar a posição do seu governo de coligação no parlamento. As últimas pesquisas mostram que seu índice de aprovação caiu um pouco.

Os investidores esperam que a pressão sobre os títulos japoneses continue, e alguns analistas estimam que os rendimentos de 10 anos atingirão 3% este ano, ante pouco mais de 2% agora.

COLÔMBIA

Os colombianos votarão até três vezes, a partir de março, para escolher novos legisladores e um novo presidente para substituir Gustavo Petro, um esquerdista que entrou em conflito com o presidente dos EUA, Donald Trump.

As ações colombianas registaram um desempenho superior ao dos seus pares regionais no ano passado, mas os investidores em obrigações esperam que a mudança para a direita da América Latina varra também a Colômbia, restaurando as políticas económicas ortodoxas.

“Se houver uma mudança para a direita… há potencial para algum ajuste fiscal”, disse o gerente de portfólio da Ninety One, Nicolas Jaquier.

Jaquier disse que uma vitória de Ivan Cepeda, da coalizão Petro, poderia permitir-lhe fazer mudanças estruturais no banco central e na Suprema Corte – removendo obstáculos que retardaram algumas das políticas de Petro.

HUNGRIA

A votação de abril na Hungria é a melhor chance da oposição em anos para encerrar o mandato de 16 anos do primeiro-ministro ‌Viktor Orban.

O partido de centro-direita Tisza tem uma vantagem nas sondagens sobre o Fidesz, de direita de Orbán, mas o resultado permanece incerto.

As preocupações com o custo de vida são elevadas e Orban tem utilizado benefícios fiscais para atenuar as preocupações dos eleitores.

A Fitch Ratings reduziu a perspectiva da classificação de crédito da Hungria para negativa no ano passado, citando projeções de finanças públicas “significativamente pioradas” que refletiam novas medidas antes das eleições.

Tisza comprometeu-se a reparar os laços com a União Europeia e a desbloquear o financiamento. Luis E. Costa, do Citi, estima que isso poderia mobilizar 10 mil milhões de euros (11,9 mil milhões de dólares), o que, juntamente com outras reformas, poderia “permitir gastos de investimento mais elevados, acompanhados por um défice fiscal mais baixo e prémios de risco reduzidos”.

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