A arte pode ser apresentada de diversas formas. Ela é a expressão da alma, sentimentos e vivências do artista através das palavras, movimentos, sons, e diversas outras formas sensoriais. Uma das formas de se expressar a arte é através da pintura, uma arte marcada por grandes artistas, que tem seus nomes levados por décadas e até mesmo séculos.

Recentemente quem tem se destacado e sido motivo de muita atenção por estar mudando seus rumos quase por completo é o ator Jim Carrey. Todos fomos surpreendidos com suas expressões de cores.

Jim Carrey, agora com 55 anos, deixou as telas cinematográficas e mudou os rumos de sua vida e arte para outro ambiente. Famoso por interpretar Ace Ventura e protagonizar filmes como O Máskara e O Mentiroso, o nome Jim Carrey agora é a assinatura utilizada para as telas de pintura.

O artista conta no documentário I Needed a Color, que pintar foi o que o salvou em seu momento mais sombrio. Jim afirma que a pintura foi a cura para seu coração. Quando sua ex-namorada faleceu Jim relata que perdeu o curso de sua vida.

“Eu gosto da independência da pintura, eu amo a liberdade que oferece. Ninguém mais diz o que você pode ou não pode fazer, na maioria das vezes.”

A arte de transformar sentimentos em pintura, por exemplo tem sido a força de muitos artistas ao redor do mundo. Assim como Jim Carrey nos EUA tocou o abstrato, externalizando cores e formas, alguns pintores(as) tem a habilidade de fazer o sentir se tornar pintar. É o caso da artista do Cazaquistão Jussupova Christina Alievna, que se mostra hábil em suas artes.

Em entrevista exclusiva para a Q Stage, ela conta mais sobre suas experiências com a pintura, visões da arte e o carinho pelo Brasil.

Com apenas 20 anos de idade, Christina trabalhou em mais de uma área, buscando entender mais seus gostos pela vida. Apesar de vagar em alguns espaços e conhecer diversas frentes, ela admite que a pintura é algo intrínseco a sua alma.

“Eu decidi trabalhar como pintora desde que me conheço por gente. Nasci num tipo de dinastia de pintores. Meus pais e avós são pintores, logo senti que este seria meu destino.”

Nessa descoberta precoce de seu carinho e habilidade com a pintura, ela conheceu também um amor pela arte, que se desenvolveu ao longo dos anos mais do que trabalhando, vivendo com pinturas.

“Eu amo pintar como amo a vida. Na verdade pintar é minha vida. Aliás, tenho feito isso por toda a minha vida.”

Diante de seu aprendizado com a arte e a pintura, diversos outros conhecimentos foram sendo agregados à artista. Ainda assim ela admite que seus 20 anos foram suficientes para saber que falta conhecer muito mais sobre o mundo e sobre si.

“Christina Jussupova é uma garota procurando saber como ela quer que sua vida seja. Uma mulher amante da arte.”

Christina ainda conta como é ser artista no Casaquistão e fica claro que a arte muitas vezes depreciada, é tratada em diversos cantos do mundo como inutilidade ou aversão ao trabalho.

“No Casaquistão ser artista é realmente difícil, pois eu não percebo as pessoas apreciando a arte aqui. Claro que posso estar enganada, mas é fato que é preciso estar em locais mais adeptos a arte, principalmente quanto a pintura. Eu adoraria me mudar para a Europa, pois lá há alguns espaços mais convergentes.”

Inspirações e artistas admiráveis todo autor e escritor tem. Com a pintora não foi diferente. Além de um artista favorito, ela tem uma visão de arte que gosta de interpretar com mais frequência, não só pelo tom e estilo, mas também pela forma que tal expressão a faz sentir.

“Bem, eu amo realismo e procuro aprofundar meus estudos no realismo. Claro que amo e tenho como ídolo William Adolphe Bouguereau. Dentro da pintura prefiro pintar em escalas largas, pois sinto o tamanho da arte, o que me faz sentir realmente feliz. Também prefiro meu trabalho com cores de óleo em tela.”

A artista possui uma galeria em suas redes sociais, mas ainda assim gosta de divulgar sua obra de forma física. Ela acredita que o impacto é muito maior quando a arte é apresentada de forma presencial. “Eu planejo fazer uma exibição nessa primavera. E por enquanto esses são meus planos pro ano.”

Conheci Christina em 2014 e desde então nos mantemos contato, pois firmamos uma amizade aparentemente inimaginável. Ao saber das pinturas de Christina, ficou claro que a arte não tem fronteiras, tampouco gênero, etnia ou classe. Mesmo que por vezes as expressões artísticas tenham essas características. Convidei-a para vir ao Brasil eventualmente, no intuito de saber o que ela sente sobre o país.

“Brasil.. hmmm. Eu acredito que é um país bem colorido, diversificado e divertido. Você me disse sobre os ‘rolês’ e como são. Através dessas falas eu penso que o Brasil é um país repleto de entretenimento e liberdade.”

A artista tem em seu instagram @christie_oils algumas de suas obras divulgadas. Ela tem muita vontade de conhecer o Brasil e sentiu-se muito bem ao saber o quão apaixonado por arte o povo brasileiro pode ser, principalmente pela diversidade cultural. Após agradecer pela oportunidade de entrevista, Christina finaliza com uma fala que mostra um pouco de sua personalidade.

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“Primeiramente muito obrigada pela entrevista. E para as pessoas que estão lendo, amem a arte! A arte é maravilhosa. Nossas vidas seriam cinza e sem graça sem elas.”

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