DAKAR, Senegal (AP) – O governo senegalês proibiu todas as viagens ao estrangeiro, excepto as essenciais, para ministros do governo, como parte das medidas de redução de custos desencadeadas pela crise energética ligada à guerra no Irão.
Senegal, como muitos países africanosimporta a maior parte dos produtos petrolíferos que consome, deixando a sua economia vulnerável a perturbações no abastecimento, como o encerramento do Estreito de Ormuz, que fez disparar o preço do petróleo.
O primeiro-ministro Ousmane Sonko disse na sexta-feira que o seu gabinete estava a tomar medidas para limitar a despesa pública, salientando que as previsões orçamentais iniciais do país se baseavam num preço do petróleo de 62 dólares por barril, que é agora quase o dobro como resultado da guerra no Irão.
“Tomei uma série de medidas drásticas para restringir tudo relacionado aos gastos do governo, incluindo o cancelamento de todas as missões não essenciais ao exterior”, disse Sonko, segundo o jornal estatal Le Soleil.
Acrescentou que cancelou várias viagens, incluindo ao Níger, Espanha e França.
“Nenhum ministro do meu governo deixará o país, exceto para uma missão essencial”, disse Sonko.
Para milhões de pessoas em África, o aumento dos preços dos combustíveis agravou as dificuldades que já enfrentam em algumas das famílias mais pobres do mundo. Isso significa não poder ir para o trabalho ou pagar uma refeição para muitos na região.













