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Receita Líquida: R$ 14,7 bilhões em 2025, sendo R$ 3,7 bilhões no 4T ’25, aumento de 12,6% ano a ano.
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EBITDA: R$ 5,7 bilhões para 2025, sendo R$ 1,5 bilhão no 4T ’25, expansão de 19% ano a ano.
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EBIT: R$ 3,3 bilhões em 2025, sendo R$ 851 milhões no 4T ’25, aumento de 24,2% ano a ano.
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Resultado líquido: R$318 milhões em 2025, sendo R$102 milhões no 4T ’25, aumento de 64,5% ano a ano.
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Retorno sobre o capital investido (ROIC): 16,6% para 2025, um aumento de 4,3 pontos percentuais em relação a 2024.
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Crescimento da receita de aluguel: 17,1% no 4T ’25.
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Aumento de dias de aluguel: 12,3% no 4T ’25.
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Margem EBITDA: 67,4% em Rent-a-Car e 75,9% em GTF para 2025.
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Crescimento da Frota: A frota operacional cresceu 6% em 2025.
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Alavancagem da dívida: Dívida líquida sobre EBITDA em 2,6 vezes no 4T ’25.
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Receita média por carro: R$3.704 por mês no 4T ’25, aumento de 10% ano a ano.
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Vendas de veículos usados: 22,2 mil carros no 4T ’25, com 97,3 mil carros vendidos em 2025.
Data de lançamento: 24 de março de 2026
Para a transcrição completa da teleconferência de resultados, consulte o transcrição completa da teleconferência de resultados.
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Movida Participações SA (BSP:MOVI3) alcançou receita líquida recorde de R$ 14,7 bilhões e EBITDA de R$ 5,7 bilhões em 2025.
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A empresa foi reconhecida como melhor serviço de locação de veículos pelo Prêmio Opinion Box e alcançou o maior NPS do setor.
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A Movida liderou o crescimento de participação de mercado no setor de aluguel de carros, com aumento de 12,3% nos dias de aluguel em Rent-a-Car.
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As margens EBITDA foram fortes, com 67,4% no segmento de aluguel de carros e 75,9% no GTF, sustentadas por ajustes de preços e gestão disciplinada de custos.
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O retorno sobre o capital investido atingiu 16,6% em 2025, o maior da história da empresa, indicando forte criação de valor para os acionistas.
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A empresa enfrenta desafios na venda de carros usados devido a restrições de crédito e altas taxas de juros, impactando os volumes de vendas.
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Apesar do forte desempenho financeiro, a empresa opera num ambiente de taxas de juro elevadas, o que poderá afetar a rentabilidade futura.
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Há necessidade de ajustes contínuos de preços e melhorias de eficiência operacional para manter a lucratividade.
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A empresa possui um montante significativo de dívida bruta, totalizando R$ 18,1 bilhões, o que exige uma gestão criteriosa.
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A estratégia da Movida envolve não expandir significativamente a frota, o que pode limitar as oportunidades de crescimento no curto prazo.
P: Quais as principais premissas para o guidance do primeiro trimestre em termos de expansão de volume e margem para GTF e Aluguel de Carros? Além disso, qual é a taxa efetiva presumida? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: Esperamos um crescimento significativo em volume com preços estáveis, semelhante ao quarto trimestre. O segmento Rent-a-Car apresenta um desempenho acima das expectativas, com ganhos de quota de mercado e reajustes de preços. Prevemos depreciação estável e pagamentos de juros sobre capital próprio de cerca de 20% a 25%. A operação de usados permanece estável em termos de volumes, não sendo esperados desafios significativos.
P: Você pode dar mais detalhes sobre a estratégia de Rent-a-Car, principalmente em relação a ajustes de preços e ganhos de market share? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: Estamos focando em aluguéis ocasionais, que respondem melhor aos aumentos de preços. Nossa estratégia visa otimizar o mix entre aluguéis mensais e ocasionais para aumentar as taxas de utilização para cerca de 78%. Esperamos ajustes contínuos de preços e maior eficiência, levando a maiores taxas de utilização e lucratividade.
P: Como você vê a dinâmica dos preços dos carros novos e usados e qual o impacto que eles têm na depreciação? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: Os preços dos carros novos estão ligeiramente acima da inflação, enquanto a depreciação dos carros usados permanece consistente com os anos anteriores. Não prevemos surpresas no comportamento dos preços. Contudo, à medida que as taxas de juro diminuem, esperamos uma melhoria da liquidez no mercado de automóveis usados, reduzindo potencialmente as taxas de depreciação.
P: Qual a estratégia da empresa para gestão de dívidas e alocação de capital em 2026? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: Concluímos nossas necessidades de financiamento para 2026, sem expectativa de gap de caixa. Nosso foco é reduzir a alavancagem, alocando a geração de caixa na redução da dívida. O recente financiamento da IFC e a potencial transação do BNDES fortalecerão ainda mais a nossa estrutura de capital e reduzirão o custo médio da dívida.
P: Quais são as perspectivas para o segmento GTF e como ele se compara ao Rent-a-Car em termos de crescimento e rentabilidade? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: O crescimento do GTF tem ocorrido principalmente no segmento corporativo tradicional. Agora estamos nos concentrando na expansão do segmento de carros por assinatura, que oferece spreads de ROIC mais elevados em comparação ao GTF tradicional. Esperamos ajustes contínuos de preços e melhorias de rentabilidade no segmento GTF.
P: Como você espera que os ganhos de margem e as melhorias de rendimento impactem o desempenho da empresa em 2026? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: Ganhos de margem e melhorias de rendimento são impulsionados por nossa estratégia de preços e maiores taxas de utilização. Esperamos aumentos contínuos de preços e maior eficiência, levando a margens e lucratividade mais altas. Espera-se que as taxas de utilização aumentem de 72%-73% para cerca de 78%, contribuindo para estes ganhos.
P: Qual o impacto que vocês esperam do programa de IPVA gratuito nas margens de seminovos no primeiro trimestre? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: Não observamos nenhum impacto significativo do programa IPVA nas margens de seminovos. O programa não impulsionou volumes nem alterou a dinâmica do mercado. As margens permanecem estáveis e não prevemos grandes mudanças no primeiro trimestre.
P: Como a empresa planeja alocar capital em termos de renovação da frota, desalavancagem e dividendos? UM: Gustavo Moscatelli, CEO: Nossa estratégia é priorizar a redução da dívida, alocando a geração de caixa para a desalavancagem. Não planejamos expandir significativamente a frota, focando em vez disso em CapEx de renovação. Esta abordagem está alinhada com o nosso objetivo de reduzir a alavancagem num ambiente de taxas de juro elevadas.
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