Estranhospor Belle Burden (Dial). Este cativante livro de memórias sobre divórcio, escrito por um ex-advogado corporativo que vem de duas das famílias mais ricas da América, começa em março de 2020, no início de Covid bloqueio, no dia em que Burden descobre que seu marido há duas décadas está tendo um caso. Na manhã seguinte, ele diz a ela: “Achei que queria a nossa vida, mas não quero”, e vai embora. À medida que o divórcio se desenrola, Burden descobre que o acordo pré-nupcial favorece o marido, que trabalhou como executivo de fundos de cobertura enquanto ela abandonou a carreira para criar os filhos, e que discretamente acumulou “uma fortuna” mantida “apenas em seu nome”. Embora esta história de traição tenha batidas familiares – choque, tristeza, auto-recriminação, resignação – ela é animada pelos seus detalhes.
A Morte e a Vida da Gentrificaçãode Japonica Brown-Saracino (Princeton). Este amplo estudo explora como o termo “gentrificação” se desvencilhou do seu uso original, “tijolo e argamassa”, tornando-se uma forma de sinalizar perdas ao mesmo tempo em que aborda “desigualdades estruturais e mudanças sociais concomitantes”. Como metáfora, o seu significado tornou-se fluido; agora é comum ler sobre a “gentrificação” de assuntos tão variados como a música, a internet, os sanduíches e a cultura queer. Brown-Saracino também se concentra num aspecto crucial do apelo do termo: numa era de minas terrestres ideológicas, a “gentrificação”, escreve ela, “é politicamente carregada sem evocar uma posição política estreita e específica”.













