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Líderes golpistas da Guiné-Bissau marcam data para eleições em Dezembro

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As autoridades militares da Guiné-Bissau, propensa a golpes de Estado, agendaram eleições presidenciais e legislativas para 6 de Dezembro, apesar dos apelos a uma transição mais rápida para um regime civil.

O Presidente de Transição Horta N’Tam assinou um decreto na Quarta-feira depois de se reunir com membros do Conselho Nacional de Transição, militares e funcionários do governo, bem como representantes da comissão eleitoral.

Ele disse aos repórteres que as condições para eleições livres e justas foram cumpridas.

Desde que tomaram o poder do Presidente Umaro Sissoco Embaló em Novembro, os líderes golpistas da Guiné-Bissau têm estado sob pressão do órgão regional da África Ocidental, a Ecowas, para organizar eleições dentro de um curto período de transição.

O bloco regional já tinha rejeitado a noção da junta de um prazo de um ano, suspendeu o país dos seus órgãos de decisão e ameaçou com novas sanções.

Ainda não está claro como a CEDEAO reagirá ao calendário eleitoral, agora que foi formalmente anunciado pela junta.

O golpe de Estado de Novembro de 2025 suscitou críticas generalizadas, com muitos a contestar a decisão dos militares de tomar o poder na véspera da proclamação oficial dos resultados das eleições presidenciais.

Na altura, tanto o Presidente Embaló como o seu principal adversário, Fernando Dias, proclamaram a vitória. Os militares disseram que intervieram para frustrar uma conspiração para desestabilizar a nação politicamente frágil e instável da África Ocidental.

Mas alguns observadores regionais, incluindo o ex-presidente nigeriano Goodluck Jonathan, argumentaram o golpe foi encenado.

Muitos esperam agora para descobrir as identidades daqueles que aspiram ao cargo mais importante do país. A carta de transição adoptada pouco depois do golpe já proíbe a candidatura do líder interino N’Tam e do seu primeiro-ministro.

Mas dada a tendência dos líderes golpistas na África Ocidental de consolidarem o poder e prolongarem a sua permanência no cargo, os observadores questionarão sem dúvida se a Guiné-Bissau será uma excepção.

[BBC]

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