No sabado, dia 13 de maio, aconteceu em São Paulo-SP a segunda edição do Maximus no Brasil. O impressionante do festival é a sua diversificação “farofada” de line-up, abrangendo as mais diferentes tribos de músicas agressivas em um único espaço.

O festival ocorreu no Autódromo de Interlagos e foi dividido em três palcos: Maximus, Rockantasy e Thunderdome. Sendo Maximus e Rockantasy INATOMICAMENTE grudados lado a lado.

No primeiro ano do festival teve um número inferior à expectativa de artistas, com uma superprodução nas costas, tais quais Marilyn Manson e Rammstein. Já este ano, o line-up é levemente mais humilde e, apesar de farofa, trouxe novidades interessantes. Uma delas foi a banda Oitão.

1Oitão

A banda teve uma ascensão inevitável, graças a presença do chef Henrique Fogaça como vocalista. Foi uma surpresa agradável. Oitão é uma banda que sempre cumpriu o seu papel hardcore com pegadas de metal, e no Maximus não foi diferente. Ele costumam se apresentar em casas de shows, mesmo assim o grupo conseguiu segurar bem o público, mesmo em um palco de festival e com apenas três músicas. Foi mais uma participação especial do que propriamente um show.

Setlist:

  • Tiro na Rótula
  • Chacina
  • Imagem da Besta

2Red Fang

Essa é uma das poucas vezes em que a banda de Stoner Rock vem ao Brasil (sendo a primeira no festival PDR em 2012). Red Fang foi incrível, apesar da não exclusividade de público e sim pessoas que estavam lá para “pegar a grade” para as Headlines. Red Fang foi um show animado, ainda mais com seu amor declarado pelo Brasil e pelo seus fãs (mesmo que eclipsados). O show foi curto e incendiário, como bandas que estão lá para serem conhecidas deve fazer. E fizeram bem!

Setlist:

  • Blood Like Cream
  • Malverde
  • Crows in Swine
  • Wires
  • Flies
  • Dirt Wizard
  • Prehistoric Dog

3Böhse Onkelz

Uma das presenças mais peculiares no festival (e estamos falando de um festival que tem o Linkin Park como encerramento) foi Böhse Onkelz. A banda alemã veterana de rock é animadora, é interessante de trazer, mas não para um mega festival, simplesmente não combina. Eles foram ofuscadas pelos outros “headlines”, não tinham público definido e foi basicamente a trilha sonora para as pessoas irem pegar cerveja e irem ao banheiro enquanto aguardavam aos outros shows.

A banda é boa? É. Fez um bom show? Até fez. Mas acabou virando um patinho feio em meio as outras.

Setlist:

  • 10 Jahre
  • Hier sind die Onkelz
  • Finde die Wahrheit
  • Danke für nichts
  • Bomberpilot
  • Kirche
  • 52 Wochen
  • Irgendwas für nichts
  • Auf gute Freunde

4Ghost B.C.

Ghost fez um show curto e animado, deixando de longe a recente polêmica dos processos contra o “Papa”, que demitiu toda a sua banda antes do início desta turnê e fez uma limpeza em relação ao desastre do Rock in Rio de 2014, que saiu de palco à vaias. Dessa vez eles trouxeram uma apresentação muito mais humilde se comparado às apresentações faraônicas, dado pela necessidade de versatilidade do festival.

Setlist:

  • Square Hammer
  • From the Pinnacle to the Pit
  • Ritual
  • Cirice
  • Year Zero
  • Absolution
  • Mummy Dust
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Sonolento e cético, estabanado e viciado em café. Apreciador de músicas demoníacas desconhecidas, mas também dança todas do molejão quando ninguém está olhando. Ama filmes de terror e giallos, mas incapaz de pegar um copo de água na cozinha de noite.