Não é de hoje que os brasileiros são bombardeados com mídias informativas dos mais diversos tipos. Sendo puxadores de sardinha, cronistas ou meros jornalistas fazendo o seu suado trabalho.

Voltando há primeira década deste milênio, o youtube emergiu de usuários, ao longo da onda de vlogs, que eram não só para pessoas solitárias passarem o tempo em seus quartos ouvindo alguém falar dos problemas da vida em comum, mas também para rir ao longo de reações a vídeos virais e absurdos no meio da cultura pop.

Ao longo dos anos, o número de canais derivados e diferentes foi crescendo exponencialmente e demandando mais e mais canais inovadores e variados (até chegarmos à taras por “gelecas” de modelar e de exageros com guloseimas populares, com a horrenda legenda sensacionalista: “misturei tal coisa com tal coisa, olha só no que deu”).

E um dos êxodos informacionais que foram adaptados foi o “pseudo-jornalístico”, onde pessoas expressam opiniões nervosas com base em fontes condensadas e rasas, e deixando a notícia, com sua pouca racionalidade, ainda mais dilatada e dilaceradas. Danificando não só um dos meios de comunicação mais frescos da mídia, mas a mente de inúmeros usuários médios, com o vício da informação rápida e de diluidamente rápida.

Salve algumas exceções, a maioria prolifera o chamado de “fake news”, para promover ibope e o dinheiro a base de sensacionalismo barato. Ou até mesmo leitores de notícias que a traduzem alimentando a leiguice (ou ainda a escória de não leitores e apenas berradores de opiniões preconceituosas).

A recém mudança do Youtube no sistema de monetização, em seu blog oficial, serve para proteger os criadores, evitar abusos e casos de pessoas fazendo re-upload de vídeos de outros canais com a única finalidade de lucrar. Junto dessas mudanças, a empresa também não irá mais monetizar vídeos de canais até que eles alcancem 10 mil visualizações ao longo de sua existência.

Já que, contudo, a nova mídia não é um buraco negro de conhecimento dilatado, há também alguns resquícios de canais interessantes, que em grande parte permanecem abaixo do radar e não ganham tamanha visibilidade. Não só pela sua duração geralmente e drasticamente maior, mas também pela falta de ibope.

O que faz os desenvolvedores de canais geniais se sustentar por meio de outros métodos de investimento, como o patreon. Contudo, uma nova ferramenta do Google para indetificar as notícias falsas (e adotado rapidamente pelo Facebook) bafora uma nova vida para os pulmões de uma mídia mais limpa e de um bom uso desta ferramenta, já não tão nova assim.

Óbviamente, mesmo tento ótimas networks sobre ciência, atualizações da cultura pop e de uma nova forma de jornalismo, ainda há uma possibilidade, bem alta, de com o passar do tempo possa-se danificar a comunicação, e pior, os seus telespectadores.

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Sonolento e cético, estabanado e viciado em café. Apreciador de músicas demoníacas desconhecidas, mas também dança todas do molejão quando ninguém está olhando. Ama filmes de terror e giallos, mas incapaz de pegar um copo de água na cozinha de noite.